segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O tormento de não escrever

Sempre que me chega esta vontade
Nem sei se tento parar
Escrevo coisas sem sentido
Rimo frases que quase consigo cantar

Quase choro quando isto me acontece
Comovo-me para parar esta vontade
Fico triste mas as minhas mãos não param
Não paro para pensar. Que ansiedade!

Não leio o que escrevo. Não medito.
Desmancho esta raiva a voar
Há linhas e versos que se amontoam
Não sei o que se passa. Quero parar!

Uff!!! Parece que é agora
Que espasmo brutal que me tomou
Os dedos estão mais calmos, adormecidos
Talvez me deite a e adormeça o que sobrou

Agora é um sonho. Um pesadelo!
Que me ata as mãos e não desarma
Queria estar acordado... a escrever!
Estou amarrado para sempre a esta cama

Tanto quis repousar de tanta escrita
Pedi por isto com tanta convicção
E agora estou tolhido.
Sem palavras ou mãos. Sem opção.

Estou mal deitado e mal dormido
As palavras sobrevoam fazendo inveja
Mesmo quisessem agarrá-las
Agora é o pesadelo que não deixa

Se acordar deste sonho que me atormenta
Se conseguir voltar atrás no meu desejo
Não volto a evitar as palavras
Vou escrever tudo. Tudo mesmo e sem repouso

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