Mal escrito e mal falado! É meu! Está tudo dito.
Mal amado e pouco ético.
Acima de tudo fraco, patético.
É uma treta
Acerta ao lado com a baliza aberta.
Corta a direito com curvas pelo meio.
Mas, recordo, é meu! E como eu... é feio!
Sou o Alberto João deste sitio
Digo o que me dá gana e não hesito
Não me importo com quem lê ou a quem chego.
É tudo isto nos dias em que aqui me prendo.
Nos outros dias não é nada.
Nos outros dias é pobre e enfada
Nos dias em haja algo melhor para fazer.
Ou naqueles em que tudo apetece menos escrever.
Outros haverá em que escreverei sem me deter
Sem esperança que alguém tenha paciência bastante para o ler.
Quero que o meu Blog seja algo de muito pouco relevante
De fútil e efémero. Errante.
Não estarei disponível para me aturar
Com coisas importantes, que façam rir ou chorar.
Peço-vos paciência, mas não me entreguem essa obrigação.
Ter que escrever aqui é por si só uma enorme punição
Todos à minha volta tem um Blog ou lá o que é isto.
E eu ainda agora comecei, mas, perdoem-me, desisto!
Mudei de ideias e não quero este fardo de ter que vos entreter
Eu nunca soube e não quero saber como é isso de escrever
Assim, já não há Blog, nem textos, nem nada de parecido
Apenas uns balbúcios teclados sem sentido
Nasceu mas durou pouco.
Era feio e fraco, era meu, mas morreu novo
Este era o meu Blog
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Pausa
Está calor. Não corre vento
Tirei dos ombros o agasalho
Estou bem nesta varanda a escrever
Como se este fosse o meu trabalho
Tudo está calado, até o tempo
Não se houve o que seja, nem o ar
Também eu respiro em silêncio
Também eu parei a divagar
Devia escrever algumas umas linhas
Mas agora também eu já me acomodo
Deslumbro-me com toda esta calma
Desfruto do momento. Também gozo
Há folhas quietas, sem vida
Bichos que se instalam em descanso
Estamos todos juntos nesta pausa
Não oiço nem falo ou sequer penso
Queria resgatar esta brandura
E porque não desenhá-la em palavras
Marcar este instante para memória
Mas não o faço o texto tarda
Também as nuvens estão paradas
Tudo cristalizou à minha volta
As janelas estão fechadas
Não cão nem gato que se mova
Vou ficar aqui a degustar
Este hiato ao qual agora me prendi
Se tudo isto aqui ficar
Eu ficarei também. Morri
Tirei dos ombros o agasalho
Estou bem nesta varanda a escrever
Como se este fosse o meu trabalho
Tudo está calado, até o tempo
Não se houve o que seja, nem o ar
Também eu respiro em silêncio
Também eu parei a divagar
Devia escrever algumas umas linhas
Mas agora também eu já me acomodo
Deslumbro-me com toda esta calma
Desfruto do momento. Também gozo
Há folhas quietas, sem vida
Bichos que se instalam em descanso
Estamos todos juntos nesta pausa
Não oiço nem falo ou sequer penso
Queria resgatar esta brandura
E porque não desenhá-la em palavras
Marcar este instante para memória
Mas não o faço o texto tarda
Também as nuvens estão paradas
Tudo cristalizou à minha volta
As janelas estão fechadas
Não cão nem gato que se mova
Vou ficar aqui a degustar
Este hiato ao qual agora me prendi
Se tudo isto aqui ficar
Eu ficarei também. Morri
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